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Sexta-feira, Agosto 17, 2007 | 7:30 PM
Mas será o benedito? Não, o vestibular...
E de repente, sem pensar, sem hesitar um segundo, vi-me em uma avalhanche diária de idéias, confusões e emoções. Mais irritante que acordar de manhã em um domingo ensolarado, pus-me frente a frente, encarar de uma vez aquele dilema, porque era para o próprio bem, então que o anonimato cedesse e viesse em forma humana pros seus instintos costumeiros.
E se uma vez acharam que os dias eram de par em par, não sabiam que a cada mês se tornariam ímpares. A grande contradição não era realizar o feitiço, ou eu de súbito falaria: "José Roberto, tu que dizia que não confiaria mais em professores de esgrima" - e com isso fazer aquela novela -; é que sentada na minha voltaire nem os astros podem mudar de lugar, e eu muito menos esperar um futuro digno e promissor.
Ai de mim se acreditasse que as coisas são feitas com estalos de dedo. Pelo menos assim pouparia o breve discurso contra entidades e a falta de politização. Coitado daquele mágico que não pode tirar o coelho da cartola, mas mais pobre que ele sou eu; que vê apenas o futuro refletido na retina com distorções de alucinógenos. Coitado não foi aquele que chorou pela morte da bezerra, mas seria este ser; criatura inscrustada no meu peito que não me dá boas e longas esperanças.
Daquele que pensava que a vida viria num sopro salgado e gostosamente irônico é postamente - e facilmente - colocado no mar de augúrio e desespero, onde o furacão é a primeira das provas, sendo esta imposta com grande desdém e folga.
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